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A Odisseia estreia no Brasil com 98% no Rotten Tomatoes, recorde de Nolan

Milena Oliveira
cultura 3 min de leitura
Embarcação grega antiga com velas ao vento navega em mar Mediterrâneo ao pôr do sol

O filme A Odisseia, dirigido por Christopher Nolan, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16) com a maior aprovação crítica da carreira do cineasta britânico. A produção épica de US$ 250 milhões, baseada no poema de Homero, alcançou 98% de aprovação no Rotten Tomatoes com 145 críticas registradas e nota 88 no Metacritic, consolidando-se como uma das obras mais celebradas do ano.

Maior aprovação da carreira de Christopher Nolan

O índice de 98% no Rotten Tomatoes supera todos os trabalhos anteriores do diretor, incluindo clássicos como Batman: O Cavaleiro das Trevas e Amnésia, ambos com 94% de aprovação na plataforma. O filme recebeu o selo Certified Fresh e foi descrito por críticos como uma obra-prima cinematográfica e possivelmente o melhor trabalho de Nolan até o momento. Das 145 avaliações computadas, apenas três foram negativas, com apontamentos sobre o ritmo lento em um filme de quase três horas de duração.

Elenco estelar e produção épica

A Odisseia reúne um dos elencos mais ambiciosos do cinema recente. Matt Damon interpreta Odisseu, o lendário rei de Ítaca que enfrenta uma jornada perigosa de volta para casa após a Guerra de Troia. Anne Hathaway vive sua esposa Penélope, enquanto Tom Holland dá vida a Telêmaco, filho do protagonista. O elenco conta ainda com Zendaya como a deusa Atena, Lupita Nyong'o no papel duplo de Helena de Troia e Clitemnestra, Robert Pattinson como Antínoo, Charlize Theron como Calipso e Samantha Morton como Circe. A trilha sonora é assinada por Ludwig Göransson, que evitou convenções orquestrais tradicionais e incorporou gongos de bronze, sintetizadores, lira e aulos ao som do filme.

O primeiro filme inteiramente em IMAX 70mm

A Odisseia entrou para a história do cinema como a primeira produção filmada inteiramente com câmeras IMAX 70mm, utilizando mais de 2 milhões de pés de filme durante os 91 dias de filmagem. As locações abrangeram seis países — Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e Malta — além dos estúdios da Universal em Los Angeles. Para as cenas marítimas, a equipe utilizou o Draken Harald Hårfagre, a maior embarcação viking moderna em operação, adaptada para representar uma galera grega antiga. Blimps à prova de som foram construídos especialmente para viabilizar cenas de diálogo com as câmeras IMAX, conhecidas por seu ruído elevado.

Uma abordagem realista do mito grego

Nolan optou por uma abordagem que traduz as intervenções divinas do poema de Homero como fenômenos naturais, evitando efeitos sobrenaturais explícitos. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, adota uma estrutura não linear que entrelaça as memórias fragmentadas de Odisseu durante sua permanência na ilha da ninfa Calipso com os acontecimentos em Ítaca, onde Penélope enfrenta a pressão de pretendentes que tentam usurpar o trono de Odisseu. O cineasta citou Andrei Rublev, de Andrei Tarkovsky, e Ran, de Akira Kurosawa, como inspirações para a abordagem visual e narrativa da obra.

Expectativas para o mercado brasileiro

No Brasil, A Odisseia estreia um dia antes dos Estados Unidos e do Reino Unido, onde o lançamento oficial está marcado para 17 de julho. O filme terá acesso exclusivo às salas IMAX durante as três primeiras semanas de exibição. Com duração de 2 horas e 52 minutos, a produção da Universal Pictures chega ao circuito brasileiro em um dos períodos mais disputados do calendário cinematográfico. A expectativa é de que o nome de Christopher Nolan, aliado à recepção crítica excepcional, impulsione uma forte bilheteria no país.

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