Alta do petróleo pressiona inflação e reduz espaço para queda dos juros no Brasil
A alta do petróleo no mercado internacional voltou a pressionar as projeções de inflação no Brasil e reduziu o espaço para cortes mais intensos da taxa básica de juros. Em boletim divulgado em 18 de maio, o Ministério da Fazenda elevou de 3,7% para 4,5% a estimativa oficial de inflação para este ano, citando os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o preço do barril e de seus derivados.
Combustíveis afetam expectativas
Como os combustíveis pesam sobre transporte e cadeia logística, o repasse do petróleo pode contaminar outros preços da economia. A própria Secretaria de Política Econômica reconheceu que o conflito internacional passou a ser um fator central para a revisão das previsões inflacionárias.
Efeito sobre a política monetária
Com inflação projetada mais perto do teto da meta, o Banco Central tende a ganhar menos margem para acelerar uma trajetória de queda da Selic. Em abril, a autoridade monetária reduziu a taxa para 14,5% ao ano, mas sem sinalizar com clareza qual será o ritmo dos próximos movimentos.
O cenário combina risco externo, incerteza sobre combustíveis e cautela monetária, o que mantém a inflação como variável decisiva para os próximos passos da política econômica brasileira.