Brasil amplia presença no Festival de Cannes 2026 com coproduções, mercado e novos realizadores
O Brasil chega ao Festival de Cannes 2026 com presença espalhada por coproduções internacionais, mostras paralelas e ações de mercado, mesmo sem um longa integralmente brasileiro na competição principal. O movimento mantém o país em evidência no circuito global do audiovisual após o desempenho de destaque alcançado em 2025.
Participação brasileira em diferentes frentes
Na disputa pela Palma de Ouro, o produtor brasileiro Rodrigo Teixeira participa de "Paper Tiger", de James Gray. Em outras seleções, o Brasil aparece em coproduções e na formação de novos realizadores. O curta "Laser-Gato", do diretor paulistano Lucas Acher, integra a seleção da La Cinef, voltada a trabalhos de escolas de cinema.
Mercado e internacionalização
No Marché du Film, instituições como Spcine, RioFilme, Festival do Rio, Embratur e Ministério da Cultura reforçam a estratégia de internacionalização do audiovisual brasileiro. Entre os projetos apresentados a distribuidores e parceiros internacionais está "Carolina – Quarto de Despejo", dirigido por Jeferson De.
Contexto após 2025
A participação de 2026 ocorre depois de um ano simbólico para o país em Cannes. Em 2025, o Brasil foi homenageado como País de Honra do Marché du Film e ampliou sua visibilidade internacional com o reconhecimento de "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho. O cenário reforça a continuidade da presença brasileira no festival, agora mais conectada a coprodução, circulação internacional e formação de público.