Brasil repete sua pior posição no Índice de Percepção da Corrupção
Brasil repete sua pior posição no Índice de Percepção da Corrupção
O Brasil voltou a figurar entre os países com pior desempenho relativo no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da Transparência Internacional. Na edição de 2025, divulgada em fevereiro de 2026, o país registrou 35 pontos e ficou na 107ª posição entre 182 países e territórios, repetindo sua pior colocação histórica no ranking.
O IPC é um dos principais indicadores internacionais sobre percepção de corrupção no setor público. O índice usa uma escala de 0 a 100, em que notas mais baixas indicam maior percepção de corrupção e notas mais altas indicam maior integridade percebida. A metodologia se baseia em avaliações de especialistas e executivos de negócios.
O resultado brasileiro mantém o país em um patamar desfavorável na comparação internacional e reforça a percepção de dificuldade em avançar de forma consistente em temas ligados à integridade pública, transparência e confiança institucional. Embora a posição histórica mais baixa tenha sido repetida, é importante fazer uma distinção: o Brasil repetiu sua pior colocação, mas não sua pior pontuação. Em 2025, o país marcou 35 pontos, acima dos 34 pontos registrados em 2024.
Mais do que um dado isolado, o resultado amplia o debate sobre a capacidade do Estado de fortalecer mecanismos de prevenção, fiscalização e responsabilização. Em geral, desempenhos fracos nesse tipo de indicador costumam ser associados a ambientes de menor previsibilidade institucional, menor confiança pública e maiores dificuldades para consolidar políticas de integridade no longo prazo.
Ao mesmo tempo, é importante evitar simplificações. O IPC mede percepção de corrupção no setor público, e não a incidência real de todos os casos de corrupção. Por isso, o índice deve ser lido como um termômetro relevante da imagem institucional do país, e não como uma medição absoluta da corrupção em si.
A repetição da pior posição do Brasil no ranking internacional mostra que o país ainda enfrenta obstáculos importantes para melhorar sua reputação institucional. O resultado reforça a necessidade de acompanhar, com mais atenção, a qualidade dos mecanismos de controle, a transparência na gestão pública e a efetividade das políticas de integridade.