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Déficit em transações correntes vai a US$ 1,765 bilhão em abril, com alta do investimento direto

Milena Oliveira
economia 5 min de leitura
Gráficos econômicos sobrepostos a porto de cargas, em imagem editorial sobre contas externas do Brasil.

O Brasil registrou déficit de US$ 1,765 bilhão nas transações correntes em abril de 2026, informou o Banco Central em 26 de maio. Embora o resultado tenha ficado acima do observado no mesmo mês de 2025, a conta externa continuou financiada por forte entrada de investimento direto no país, que somou US$ 8,912 bilhões.

O que puxou o resultado

Segundo o BC, o aumento do déficit refletiu principalmente a ampliação dos rombos em renda primária e serviços. Em abril, a conta de serviços ficou negativa em US$ 5,044 bilhões e a de renda primária teve déficit de US$ 6,801 bilhões, movimento que mais do que compensou o superávit comercial de US$ 9,707 bilhões no período.

Investimento direto seguiu robusto

Os investimentos diretos no país alcançaram US$ 8,912 bilhões em abril, acima dos US$ 5,371 bilhões registrados um ano antes. No acumulado de 12 meses até abril, o fluxo chegou a US$ 79,201 bilhões, equivalente a 3,28% do PIB, o que ajuda a sustentar o financiamento do déficit em conta corrente.

Como ler o indicador

As transações correntes reúnem o saldo de comércio de bens, serviços e rendas com o exterior. Nos 12 meses encerrados em abril de 2026, o déficit somou US$ 64,333 bilhões, o equivalente a 2,66% do PIB, sinal de que a piora mensal ainda ocorre em um quadro acompanhado de perto por entradas de capital de longo prazo.

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