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EUA atacam Irã pelo sexto dia seguido e Teerã revida em seis países aliados

Milena Oliveira
política 2 min de leitura
Navios militares e petroleiros no Golfo Pérsico ao entardecer com fumaça no horizonte

Os Estados Unidos atacaram o Irã pelo sexto dia consecutivo nesta quinta-feira (17), atingindo pontes, ferrovias e instalações de energia no sul do país. Em retaliação, Teerã lançou uma 13ª onda de mísseis contra bases militares americanas em seis nações aliadas — Bahrein, Jordânia, Kuwait, Omã, Síria e Catar —, escalando um conflito que já paralisou o tráfego no Estreito de Ormuz e ameaça as rotas globais de petróleo.

Bombardeios americanos atingem infraestrutura civil

Os ataques mais recentes atingiram duas pontes em Bandar Khamir e uma junção ferroviária próxima ao porto de Bandar Abbas, com ao menos sete mortes confirmadas, segundo relatos do governo iraniano. No total, ao menos oito pessoas morreram desde o início da ofensiva, que também danificou estações de trem e a rede elétrica do país.

Um dos pontos mais críticos ocorreu em Ahvaz, onde explosões próximas a um hospital infantil de câncer forçaram a evacuação de mais de 200 pessoas, incluindo crianças em tratamento de quimioterapia. O Ministério da Energia iraniano pediu à população que reduza o consumo de eletricidade, em meio a temperaturas que ultrapassam os 40°C no verão local.

Irã revida com mísseis contra bases americanas

A Guarda Revolucionária do Irã disparou mísseis contra instalações militares dos EUA no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait, em Omã, na Síria e no Catar. No Catar, uma criança ficou ferida por destroços de um projétil. O ataque mais significativo foi o primeiro golpe direto iraniano na Síria, mirando um centro de comando de operações especiais dos EUA em al-Tanf, em represália à morte de soldados iranianos em Iranshahr.

Estreito de Ormuz bloqueado e risco no Mar Vermelho

A escalada praticamente paralisou a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. O bloqueio pressiona os preços do barril e gera temor de uma crise energética mundial.

Em paralelo, o Irã pediu aos Houthis do Iêmen que se preparassem para fechar a rota de petróleo do Mar Vermelho caso os EUA atinjam a infraestrutura energética iraniana. Segundo reportagens, os Houthis já posicionaram mísseis e drones próximos ao Estreito de Bab el-Mandeb, aguardando coordenação com Teerã sobre o momento dos ataques.

Acusações cruzadas no campo diplomático

No plano diplomático, um alto funcionário iraniano acusou os assessores Jared Kushner e Steve Witkoff, ligados ao governo Trump, de explorarem as negociações de cessar-fogo para lucro pessoal por meio de manipulação de mercado, segundo reportagem do veículo Drop Site News. O Irã afirmou ter apresentado documentação escrita como prova. A Casa Branca negou as acusações.

A escalada entre EUA e Irã é considerada o maior confronto militar direto entre os dois países e gera preocupação internacional sobre o risco de um conflito mais amplo no Oriente Médio. Analistas apontam que o bloqueio simultâneo do Estreito de Ormuz e uma possível interdição do Mar Vermelho teriam impacto severo sobre a economia global, elevando drasticamente os preços de energia e afetando cadeias de suprimento em todos os continentes.

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