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Novo Plano Nacional do Livro e Leitura 2026–2036 é lançado no Dia Mundial do Livro

Milena Oliveira
cultura 6 min de leitura
Biblioteca pública brasileira iluminada com pessoas de diversas idades lendo livros, representando o lançamento do PNLL 2026-2036

Em comemoração ao Dia Mundial do Livro, os Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) lançaram, em 23 de abril de 2026, o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026–2036. A iniciativa decenal busca organizar e fomentar políticas públicas voltadas ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas no Brasil, articulando ações educacionais e culturais em torno da inclusão social.

Cerimônia de Lançamento

O evento foi realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do ministro da Educação, Leonardo Barchini. O PNLL busca consolidar o livro e a escrita como pilares fundamentais da democracia brasileira, tratando o acesso à leitura como um vetor de combate às desigualdades sociais.

Diretrizes e Objetivos do Plano

Estruturado em quatro eixos estratégicos — Democratização do Acesso, Fomento à Leitura e Formação de Mediadores, Valorização Institucional e Desenvolvimento da Economia do Livro —, o PNLL 2026–2036 tem como meta elevar o percentual de leitores no Brasil de 47% para 55% da população até 2035. Entre as prioridades, destacam-se a redução do custo dos livros, a expansão de livrarias no interior do país e o fortalecimento das bibliotecas públicas.

Uma das principais inovações do plano é a inclusão do direito à escrita criativa, com foco na produção cultural em territórios periféricos, quilombolas e indígenas, ampliando a diversidade e o acesso à cidadania cultural.

Impacto na Educação e na Sociedade

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que o plano fortalece o sistema de bibliotecas públicas e promove a bibliodiversidade brasileira. Para o secretário de Formação, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, o PNLL funciona como uma "bússola estratégica", integrando o livro à rotina do brasileiro como um bem essencial.

O plano também prevê ações voltadas à acessibilidade em bibliotecas públicas, com conteúdos disponíveis em braille, Libras e audiolivro, além do uso da leitura como ferramenta de humanização em hospitais e unidades prisionais.

Plataforma Digital e Participação da Sociedade

Em paralelo ao lançamento do PNLL, o Ministério da Cultura lançou uma nova página digital reunindo informações, programas e instrumentos de acesso às políticas do setor. Por meio de eventos, debates e oficinas, o plano prevê o engajamento ativo da sociedade civil na construção de uma cultura leitora mais sólida e inclusiva no Brasil.

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