Programa Escola em Tempo Integral avança, mas meta nacional segue vinculada ao PNE
O Programa Escola em Tempo Integral foi criado para ampliar matrículas em jornada ampliada na educação básica pública, com apoio técnico e financeiro da União. O avanço da política, porém, não significa que a universalização dessa modalidade já esteja garantida ou antecipada.
O que diz a lei
A Lei 14.640, de 2023, instituiu o programa com foco em estimular novas matrículas em tempo integral. O desenho legal prevê cooperação entre União, estados e municípios para ampliar a oferta, sem transformar a expansão em universalização automática.
Meta do Plano Nacional de Educação
A referência nacional continua sendo a Meta 6 do Plano Nacional de Educação, que prevê educação em tempo integral em pelo menos 50% das escolas públicas e atendimento a pelo menos 25% dos estudantes da educação básica. O enquadramento correto, portanto, é o de uma política em andamento para cumprir metas já estabelecidas.
Implementação e desafios
Em 2026, o MEC também divulgou orientações sobre o uso do Fundeb para apoiar a expansão das matrículas em tempo integral. O principal desafio segue sendo transformar diretrizes e financiamento em oferta permanente, com infraestrutura adequada e capacidade de execução nas redes de ensino.