PT Aprova Manifesto no 8º Congresso com Reeleição de Lula como Eixo para 2026
O manifesto Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país, aprovado em 26 de abril de 2026 no 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília, consolida a estratégia do partido para as eleições de 2026 e para o próximo ciclo de governo.
Ele define como eixo central a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerada “decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional”. O texto foi construído para evitar pontos polêmicos, buscando não afastar o eleitorado de centro e facilitar a aproximação com partidos do Centrão, ao mesmo tempo em que reafirma o papel do PT na liderança de um campo democrático amplo.
O documento organiza a visão programática do partido em três grandes eixos:
- Reforço do papel do Estado como motor de desenvolvimento;
- Crescimento econômico com distribuição de renda;
- Transição tecnológica e ambiental com soberania nacional.
A partir desses eixos, o manifesto elenca sete reformas estruturais prioritárias para o próximo mandato:
- Reforma do Judiciário – com foco em democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito;
- Reforma política e eleitoral;
- Reforma tributária;
- Reforma tecnológica;
- Reforma administrativa;
- Reforma agrária;
- Reforma da comunicação.
Além das reformas, o texto defende o fim da escala de trabalho 6×1, o fortalecimento dos BRICS e a integração da América Latina, inserindo o projeto do PT em uma perspectiva internacionalista e de cooperação Sul-Sul.
No plano interno, o partido reconhece os desafios deixados pelo governo Jair Bolsonaro, descrito como responsável por um Estado “desmontado” e instituições enfraquecidas. A direção do PT enfatiza a necessidade de reorganização, unidade partidária e reagrupamento de forças para sustentar o governo e a disputa eleitoral de 2026, caracterizada por lideranças como Camilo Santana como “as eleições mais importantes das nossas vidas” e uma verdadeira “eleição de narrativa”.
O manifesto também incorpora uma agenda de renovação interna e transição geracional. Para isso, estabelece limitação de mandatos nas instâncias partidárias: cada membro poderá ocupar a mesma posição por até dois mandatos consecutivos e participar de uma mesma instância por até três mandatos no total. A medida é apresentada como compromisso com a democratização interna e a renovação de quadros.
Por fim, o documento aprovado por unanimidade será a base da estratégia eleitoral do PT para 2026, orientando tanto a campanha pela reeleição de Lula quanto a formação de alianças. O partido assume o desafio de equilibrar sua base social e programática histórica com a necessidade de ampliar a coalizão para garantir governabilidade, o que explica o tom moderado e a busca por consensos que marcam o texto final do 8º Congresso Nacional.