Senado rejeita Jorge Messias ao STF e impõe derrota histórica a Lula
O Senado rejeitou em 29 de abril a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, em um revés político raro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, resultado que interrompeu uma tradição de mais de um século de aprovações para a corte.
Votação expõe desgaste no Congresso
Agências internacionais e veículos brasileiros classificaram a derrota como histórica. A rejeição de Messias ocorreu em meio ao avanço do calendário eleitoral de 2026 e reforçou sinais de dificuldade do Planalto para consolidar apoio no Congresso em temas sensíveis.
Nova pressão sobre a articulação do governo
No dia seguinte à votação, o Congresso ainda derrubou um veto presidencial em outro tema relevante, ampliando a leitura de enfraquecimento político do governo. O episódio elevou a pressão sobre a articulação de Lula com o Senado e com partidos de centro, decisivos para a tramitação de pautas no segundo semestre.
Próximos passos para a vaga no Supremo
Com a rejeição, Lula terá de escolher um novo nome para o Supremo e reiniciar o processo de indicação. O desfecho também reacendeu o debate sobre a capacidade do governo de reunir maioria estável no Congresso em um ano marcado pela disputa presidencial.