Por décadas, o Brasil tem carregado um peso significativo que limita severamente sua competitividade, desestimula investimentos cruciais e restringe seu potencial de crescimento sustentável: o chamado Custo-Brasil. Esse termo, amplamente reconhecido por empresários e economistas, encapsula uma série de distorções estruturais que permeiam nossa economia. Estamos falando de uma burocracia complexa, uma carga tributária que beira o excesso, infraestrutura deficitária, custos energéticos elevados e uma constante insegurança jurídica. Somados, esses fatores impõem um ônus estimado em impressionantes R$ 1,7 trilhão anualmente às empresas, tornando os produtos brasileiros mais caros e menos aptos a competir nos mercados internacionais. Diante desse quadro, cresce a mobilização do setor produtivo por medidas que aliviem velhos gargalos e modernizem o ambiente de negócios, em uma tentativa de destravar o potencial da indústria brasileira e recolocar o país na rota do desenvolvimento sustentável.